27/06/2011

Alone

...............

...Eu realmente estou no fundo do poço, mas não necessariamente queria morrer.

Queria ser um fantasma, um espírito, para poder vagar pelo mundo e aproveitá-lo sem a necessidade de interagir com humanos. Desde sempre fui incompetente nisso. Nunca sei como agir, sempre queria me afastar, e nunca gostei das pessoas em geral. Mas o pior é que, na condição humana, sempre sentia a necessidade de fazer parte de um grupo, de socializar.

Como um espírito, isso não seria necessário. Poderia me livrar desses sentimentos que tanto me atrapalham e deixar minha mente livre para fazer o que ela gosta: observar. O mundo é tão belo, o universo tão cheio de possibilidades. A natureza, os seres vivos, a dinâmica da vida.

Morrer significaria parar de sofrer junto à humanidade, mas também significaria abrir mão de todo o resto. Ultimamente minha vontade de morrer tem crescido assustadoramente. Inclusive, faz uma semana que tive uma tentativa mal sucedida. Mas eu não queria isso. Queria apenas me livrar das limitações que esse corpo impõe. A minha alma nesse recipiente só encontrou barreiras e imposições que a fizeram sofrer. Minha mente está uma desgraça, e comecei a perder memórias.


Quero ficar livre.

02/06/2011

grito


Eu me desfaço, me vejo em pedaços.
Num silêncio abafado, no grito não dado
As saudades cada vez mais invadem o meu pensamento
Fujo de casa, procuro nas ruas um sinal do teu ser
Procuro vagueando as ruas mais escuras em busca do teu amor
Deambulo na imensidão da noite, ate me perder

21/05/2011

a construir o texto ainda---

Em minha mente,
Perpetuam lembranças do passado
Gritos e gemidos... destemido,
Febre e suor nocturno!
Entre versos e prosas... trovas!
Gozar do submundo no escuro,
Cantarolar gemidos, destemido!
Aqui jazz, silencioso e surdo!
Outrora vivi,
Hoje apenas sobrevivo!
Mais uma manhã,
E eu aqui, acanhado!
Vejo o tempo,
Vejo versos,
Tudo se passa... no avesso... da lentidão!
De restos, só lembranças do tempo na contra mão!
Mas, foi na contra mão, que aqui me encontro,
Maltrapilho, cansado... rumo a minha doce solidão!
Não me peças para explicar. 
Não expliques. Olha para a versão que vou fazer de mim mesmo sem música, a que te soa? Sou eu? Respondes-me que não.
Não consegues imaginar. Mas ainda és tu. Dizes-me tu. Sou eu sim, com uma lágrima que me percorre e morre no meu peito, tão vazio, tão fraco, tão oco...
Estou sem som. Sem música. Não sou eu. Mata-me sim, mas não pela música. Mantém-me nessa sonoridade, tão louca, tão diferente, do casual ao mais íntimo som, essa mesma nota sou eu. Destoada, tão cheia de múltiplos sons...
Olhos tristes, são os meus sem esta melodia. Aquela mesma que vi alguém cantar, aquela mesma que ouvi na rádio quando percorríamos o nosso mundo, aquela mesma que marcou aquele álbum, aquela que marcou a minha vida. Não me retires parte de mim. Não me tires a nossa banda sonora, muito menos 
a banda sonora que corre nas minhas veias cheias de faixas marcantes e coloridas, são elas que gritam tanto de mim, são elas que me fazem percorrer o mundo. Grito-te com música pois é nela que tens tanto, mas tanto de mim. A pessoa que tens a teu lado e que contigo apenas quer ser feliz. Quero o nosso álbum. A nossa música.

No escuro da minha alma,


Não temer o frio do saber,
Saber que dali se pode pular para um infinito
Hora de incerteza,
Frio que toma a barriga.
No coração o medo,
Medo de não mais sentir 

Racionalizar os desejos,
Esvair pelo não sentir.
Sentir esvair os desejos,
As alegrias, o prazer....
O próprio sentir!

No escuro da minha alma,
Há um pequeno buraco.
Sombrio, húmido...
Por vezes fétido,
Mas, sempre no escuro.
Sufocado por assim ter que ser!

Antes era um poço,
Um poço fundo, de sensibilidade.
Hoje, raso, assoreado,
Sem paciência para drenagem!
 Até quando ?
Não se sabe...
Por hoje, assim, só...

Superficial como um espinho,
Hoje, vazio,
Sem gestos singelos de amor!

Paixão, ignorado.
Vazio, não abandonado,
Apenas de costas ao amor!

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro


Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
Hoje acordei.
Ontem, aprendi.
As palavras, por si,
Não precisam ser ditas.
Para tudo,
Só reticências.
Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
diante desta mulher que ri
com um sol de soluços na boca
Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
a coragem do último sorriso
com as mãos ainda à procura do eterno
na carne de despir,
suada de ilusão.
todas as horas-da-morte nos casebres em que as aranhas tecem vestidos para o sopro do
silêncio
Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro... 
Mas não por mim,
Eu não preciso de lágrimas!
Eu não quero lágrimas!
Levanto-me e proíbo as estrelas de fingir que choram por mim!
Deixem-me para aqui, seco,
senhor de insônias e de cardos,
neste òdio enternecido
de chorar em segredo pelos outros
à espera daquele Dia
em que o meu coração
estoire de amor a Terra
com as lágrimas públicas de pedra incendiada
a correrem-me nas faces
— num arrepio de Primavera
e de Catástrofe!

19/05/2011

TU

tu, tu e somente tu
enlouqueces-me
maravilhas-me
atrapalhas-me
apaixonas-me
cegas-me
confundes-me.
Tu inspiras-me. 
Quero tanto de ti e tão próximo que anseio que fosses o ar, o chão, as paredes, tudo. 
Que tudo o que tocasse fossem os teus braços. Que tudo o que sentisse fossem os teus lábios. 
Como quando fecho os olhos e tudo o que não vejo és tu. Como quando não durmo e tudo o que sonho és tu. 
Contigo não consigo respirar. Sem ti não consigo viver. 
Quero estar tão dentro de ti que nem a luz do dia exista para mim. Quero abraçar-te tanto que todo o mundo colapse e desapareça num pequeno ponto entre os meus braços.
Toca-me com as tuas mãos. Faz-me desaparecer com a tua pele. Sufoca-me na tua língua. Arrasta-me pelo ar com o teu perfume. Mata-me de vez. 
Odeio-te porque existes. Odeio-te porque não estás aqui. Amo-te tanto. 
De repente tomo consciência da tua ausência e faz-se noite. Porque não me respondes quando te falo? Porque não te sinto quando estendo o braço? Porque te escondes?



As palavras

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.



São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.




11/04/2011

Hoje é um dia normal como qualquer outra segunda-feira, tudo começa…
Mas hoje é diferente! Sinto que não estou aqui, não faço parte de mim, é estranho, esse sentimento, que não sei explicar, é como tudo desaparecesse com um estalar de dedos. Não quero fazer nada, levantei me neste momento para escrever o que estou sentindo e nada mais, um vazio, uma procura sem sentido, continua sendo estranho e anormal para mim
É cruel a loucura dos que não dormem na vigília nocturna, a procurar vida onde só existe insónia e cegueira... Buscam algo que não encontrarão. Sei que é passageiro, seja lá o que for que estejam buscando. Além do mais, a noite foi feita para o sono de para covil de fantasmas...
Vejo o vaivém das gentes consumidas por si mesmas, mergulhadas em suas preocupações, olhando para todos os lados, como a procurar um tesouro... Correndo atrás do tempo, que parece escapar-lhes das mãos... Umas parecem tê-lo alcançado. Andam tranquilas e sorridentes, sincronizadas, talvez... Outros, com passos apressados, alucinados pela infindável busca, vagueiam como formigas operárias sem rainha.
Nesse transe, uns olham para os relógios nos pulsos a cada instante, talvez para certificarem-se de que os ponteiros estão funcionando adequadamente, andando para a direita, como se deve... E de que não falharão na hora em que realmente necessitarão saber das horas.
Eu, sentado lendo um livro que me serve de disfarce para melhor apreciar esse vaivém e observar estas almas que passam... Cada uma embrulhada por corpos e roupas que, por mais que se ponham, não empanam a curiosa essência de cada um.
Agora mesmo, uma mulher grita loucamente, queixando-se de um desaforo, enquanto os outros loucamente riem ou fingem que não vêem...

23/02/2011

Nunca chorei por nada... que não foi o motivo de uma poesia.

Ontem eu fiz tudo que poderia fazer, recebi todas as noticias que poderia receber, hoje não fiz nada!
 Hoje não reparei no meu coração, não me concentrei nos meus amigos, hoje eu não fiz nada. Hoje eu não cresci, não sorri, apenas senti um aperto em meu peito, e um arrepiar em minha pele, meus poros se abriram, minha boca estava seca e os meus olhos ardiam. Encolhi-me num canto agachando, abaixando. Queria na verdade esconder-me, no entanto apareces-te, tu enquanto falavas algo me consumia por dentro.
Queria pedir ajuda, mas não sabia a quem recorrer, peguei por diversas vezes no telemóvel mas minha respiração estava ofegante e meu coração a gemer. O frio e o medo tomaram conta de mim, ansiedade e receio numa intensidade sem fim.
Até que eu chorei...desculpa amiga por o teres assistido.
Meus pensamentos estão confusos na minha cabeça, meu espírito dorme em algum lugar frio. A crueldade contra mim imposta por parte do mundo me destrói estou sem armas para lutar contra tanta maldade. 
Todos me tentam compreender mas jamais alguém me conhecera como "tu". Amo-te Avó a cada segundo que passa mais...Estas tão presente dentro de mim, mas ao mesmo tempo tão distante como o meu olhar da luz das estrelas. Sinto-me sozinho, entre a multidão que tenta consular minha dor, como um barco a deriva sem o auxílio do farol. 
É verdade que a minha estranheza possa parecer sombria. é assumida toda esta escuridão? Na maioria das vezes não é um impulso que me assola toda a alma e que me consome por inteiro. Se gostaria que fosse assumida? Talvez gostasse de poder sentir-me assim. Talvez gostasse que de estranheza pudesse passar apenas a sombra. De ser a minha sombra. 

08/02/2011

Amo-te amiga...

Amo-te princesa, foi por ti que jurei amizade eterna és o melhor de mim, alguém que nunca desistiu que, sempre esteve lá para tudo, desculpar, perdoar, dar nas orelhas quando precisei. Sem ti talvez fosse mais um ao abandono no mundo, não existem palavras suficientes para descrever o que sinto por ti, e toda esta gratidão por simplesmente  seres quem és, foi a ti que dei minhas mãos e me deixei voar, foi contigo que criei o meu mundinho feliz separado por barreiras do mundo real barreiras que muitos tentaram derrubar, mas a nossa amizade vencia qualquer obstáculo…Amo-te e orgulho-me de o dizer.Foi no teu sorriso confortante, nas tuas palavras mágicas e foi no teu coração que achei o meu abrigo, foi o teu coração que socorreu as minhas preces, que sangrou comigo. Foi quando a esperança me abandonou, quando fiquei preso na escuridão do meu caminho, quando a minha alegria estava prestes a morrer que eu encontrei a tua luz, aquela que me deu a mão e me guiou através da escuridão, e eu deixei-me hipnotizar pela tua luz ofuscante, pelo teu calor, pela tua alegria contagiante. Era em ti que eu pensava quando estava em baixo, era em ti que eu me apoiava quando estava prestes a cair, foi em ti que eu vi um reflexo de esperança, um rasto de alegria, foi em ti que eu descobri a verdadeira amizade, tu foste a única que conseguiu penetrar na escuridão do meu mundo para me iluminar o caminho.
Amo-te amiga...

25/01/2011

o ódio é uma forma tão estranha de amar! Renasce, somatória confusa de incompreensões e gestos de pessoas pouco saudáveis.

Numa esquina, num táxi, numa segunda-feira à noite, no meio do cigarro, ao levantar da cama: me descabelo por um amor que não existe. O mundo está em mim e eu finjo estar nele, pois só  quem já provou a dor, quem sofreu, se amargurou, que no certo procurou, mas no errado se perdeu, por isso choro por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão. 
Mas hoje descobri que é no conflito que a vida faz crescer, e o ódio uma forma tão estranha de amar! No pouco me encontrei, aprendi a multiplicar descobrindo o dom de eternizar. Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
porque aprendeu que o amor só é amor se já provou alguma dor assim, viu grandeza na miséria, descobriu que é no limite
que o amor pode nascer! Tenho orgulho de mim. 
Renascer de um momento complicado, em que a vida tem me parecido selva de loucos, somatória confusa de incompreensões e gestos de pessoas pouco saudáveis. Vejo que não quero perder tempo com o que não tem nenhum nobre objectivos por trás. Não quero me desperdiçar com a pequeneza alheia - já me bastam as minhas próprias e elas não são poucas. 
Quero aproveitar o meu tempo e economizar a minha vida. Dedicar-me ao que vale a pena e simplesmente deletar a mesquinharia de sentimentos alheia.
Motivos para comemorar? Tenho um só: sou uma pessoa melhor do que era alguns meses atrás.
Isso sim me deixa feliz.
Isso sim me preenche, me ilumina e me dá esperanças.
Tudo mais é ilusão.


Acerca de mim

Tenho 21 anos......mas sei que por vezes ainda sou uma criança...não sou criança em tamanho...não sou criança fisicamente...mas por vezes sei que sou criança...nas discussões imaturas...nos pensamentos imaturos...!Quem não é criança?Todos...novos, velhos...têm uma criança dentro de si...... quando faço birras...é a criançinha em que me torno que o faz!Quando alguém me prega uma partida...é a ingenuidade e a inocência que existe dentro de mim...Sei que dentro de mim...existe o lado bom...simbolizado pela criança...e o lado menos bom...que sou eu mesmo em fase adulta...!O ciúme por ex. se não há motivos...por que é que o cérebro teima em brincar com o coração?A falta de sensibilidade em certas ocasiões...a falta de paciência...a arrogãncia...nada disto existe numa criança...apenas quando atinge a fase adulta... Falar sobre nós mesmo é sempre difícil...sou uma pessoa com qualidades e defeitos como qualquer outro(quem me conhece pode falar melhor)... Bem, mas fazendo um exercício especulativo, diria que o Micael é basicamente um homem de forte carácter, de princípios e valores bem definidos, um homem de fé, altruísta, amigo do seu amigo que alguns dizem ser o melhor amigo que alguém pode desejar ter! Com uma personalidade forte, determinado a conseguir sempre o que quer, mesmo que ninguém acredite nele quando o Mundo parece estar ao contrário ... é capaz de conseguir o que os outros consideram ser o "impossível", se achar que é esse o caminho que deve seguir... Honesto, corajoso, íntegro, intenso, magnético, profundo, perspicaz e intuitivo, enigmático, fiel até que a morte os separe, persistente, metódico e pragmático, mas capaz de provocar um certo mistério a seu respeito... É indiscutívelmente um sonhador e romântico incurável... bem disposto, divertido , e que "arranja" tempo para tudo o que gosta! :)

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Tenho 21 anos......mas sei que por vezes ainda sou uma criança...não sou criança em tamanho...não sou criança fisicamente...mas por vezes sei que sou criança...nas discussões imaturas...nos pensamentos imaturos...!Quem não é criança?Todos...novos, velhos...têm uma criança dentro de si...... quando faço birras...é a criançinha em que me torno que o faz!Quando alguém me prega uma partida...é a ingenuidade e a inocência que existe dentro de mim...Sei que dentro de mim...existe o lado bom...simbolizado pela criança...e o lado menos bom...que sou eu mesmo em fase adulta...!O ciúme por ex. se não há motivos...por que é que o cérebro teima em brincar com o coração?A falta de sensibilidade em certas ocasiões...a falta de paciência...a arrogãncia...nada disto existe numa criança...apenas quando atinge a fase adulta... Falar sobre nós mesmo é sempre difícil...sou uma pessoa com qualidades e defeitos como qualquer outro(quem me conhece pode falar melhor)...
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