01/11/2010

A fragilidade da poesia, muitas portas e duas pernas.

No fundo, tenho um certo temor do que escrever, pois preciso do teu grito, berro, ódio. Não te quero confortável, quero beber tua agonia, tua dor, tua poesia quero teu suor, tua espera e teu sangue, para meu buraco negro, que suga devolver em poesia! Hoje que estou poeta em pele de cordeiro, te mato e te faço o parto em cada verso, dou-te vida e agonia mas as palavras ainda me assustam como um corpo que acaricio e arranho, num falo que falo, mas te ensino o caminho da paciência e da tortura, com uma faca que tatua a minha loucura no peito que esfolo ao escrever versos de distância e de insolência num silêncio cruel, hoje não tenho referência dimensional, tenho versos, reversos, inversos, anversos, tenho esses amontoados de palavras, onde sou mais eu que eu mesmo nesta verdade senil.
Queria te dizer que há algo de mar em ti, corro o risco de não alcançar o objectivo de definir a imagem que enxergo Mar, infinito e curvo, mas do outro lado, a fragilidade da poesia, sinto-me vazante, inconstante e profundo, pois desse teu mar vi um outro tempo, vastidão de dúvidas, contradições, sentidos e música, mas é onde encontro uma janela para um mundo que não deixas ninguém penetrar, de interrogação em forma de poesia, contestação em verso branco, em folha virgem, ansiando por um poema profano. Tento passar pela boca e pela pena o que me vai por dentro, nesse teu pensamento perdido o tempo desaparece, a solidão some-se e encontras-te, tudo deixa de existir e o equilíbrio regressa por fim ao teu Universo. Como se fizesses desvanecer tudo o que é mau, que causa dor, e que entristece. Num grão de um sonho de um verso de areia, esse é o mar sílica e lágrima, mas sei que tu me sabes apenas poesia, e que sorris ao enxugares os olhos de mar. Mas se tudo que escrevo falhar, ainda há o mar, os olhos, a lua e os poemas, depois podemo-nos vestir de gente e voltar, mas tu anseias pela dor e pelo gozo, eu sei essa coisa de entranhas, sangue, nervos, carne, tenho caninos nos versos e na mente pressinto escuridão e luz.

Se existe algo de infinito ou intemporal no pensamento humano, é sonhar.

Tenho tentado aparentar que estou bem, mas não estou. Dizem que tenho o coração partido. é isso que lhe chamam, sabias?  Mas, se assim é, porque é que me dói o corpo todo? Cada músculo, cada centímetro de pele? Até os pensamentos magoam tal como as memórias que parecem afiadas espadas a perfurarem cada milímetro de mim mesmo de cada vez que me assolam a mente. E dói tanto, dói tudo. Cada lágrima indesejada, cada palavra vazia. Até respirar inalar o ar que se assemelha a fogo gélido que destrói a vida do meu corpo demoradamente e corrói a felicidade que um dia houve em mim. E se não existir maneira de ultrapassar a sombria ideia de um futuro sem ti? E se eu ficar assim para sempre? Daquele instante até hoje, tudo o que aconteceu é um nada. É o vazio do lugar que até ontem preencheste. Já deixas saudades, e encarar a tua ausência é como deixar de escutar o bater do meu coração para ouvir somente o silêncio - que se tornou ensurdecedor. Quando um homem é bom amigo, também tem amigos bons. Será que eu não o fui?

Escrever é esquecer? quando perder for ganhar.


Queria nunca ter-te conhecido, cria gritar que não significas nada para mim. Meu coração está sofrendo, prometi que te esqueceria.
Só quero poder fechar os olhos e fingir que nada disto esta a acontecer, estou perdido neste mundo mas desta vez sem ti, esta noite eu fiz um pedido, pedi para lua que te lembrasse de mim, nem que fosse por um segundo, levará toda uma vida conseguir esquecer-te. Se somares todas as estrelas do céu, todos os grãos de areia da praia, todas as rosas do mundo e todos os sorrisos que já foram dados na história, começarás a ter uma ideia do quanto que te quero. Meus amigos pedem que te esqueça, mas eles não sabem que um dia o mar levou uma lágrima minha, e no dia que a encontre será o dia que te esquecerei, já compartilhamos sorrisos e lágrimas, mas sobretudo, risadas e cumplicidades. Ainda não te esqueci, E como é que eu poderia? Ainda és o meu primeiro e último pensamento do dia, ainda suspiro quando escuto a tua voz, ainda te desejo com a mesma intensidade. Não consigo desviar os meus olhos dos teus, mesmo que só os encontre em meu pensamento, também não consigo não me encantar com o teu sorriso. Mas como é difícil ver que para ti eu já faço parte de um passado distante. Não sabem que quando à noite olho para o céu e começo a dar a cada estrela uma razão porque te quero tanto, faltam-me estrelas. Não sabem que não trocaria um minuto de "ontem" contigo por cem anos de vida sem ti. Mas tento mostrar-lhes que as palavras são perdidas, as promessas são esquecidas, papéis e cartas apodrecem, mas o que sinto por ti é o que permanece eterno. Não entendem o quanto puro é este amor. Não entendem que é a mais difícil das tarefas aprender a esquecer quem o coração aprendeu a amar. Mas também sei que não vim fazer juras, nem promessas, apenas estive na tua vida por um curto período de tempo com a intenção de te mostrar o quanto nós poderíamos ser felizes. Mas fui condenado antes disso, lembra-te, eu não te amei no primeiro dia, no segundo, ou mesmo no terceiro mas sim todos os dias em que estivemos juntos. Mexer com o sentimento do coração é apontar uma arma para a própria cabeça, mas a cada hora que passa eu fico mais feliz, sabes porquê? É uma hora a menos para eu poder te ver. Se a chuva representasse minhas lágrimas de tristeza, teríamos outro dilúvio no mundo. Já não penso mais em ti, mas será que não consigo deixar de pensar que "não penso em ti" que te tenho de esquecer"?

Em mim que espreita a sensação de morte, ouço os meus medos cantando nos ardores das minhas lágrimas.

Sou forte de mais para algo tão pequeno me derrubar. Mas quero escrever a eterna melodia do meu vazio, numa incompreensão, de meus belos sonhos só resta pedaços de vidros cravados no meu peito, mal sabem as estrelas desta amargura angustiante que habita o meu ser, sabendo que não sei o que é real ou irreal nesta dor que me alimenta os sentimentos, só me resta a ausência deste nada, a sinceridade corrompeu-me a felicidade. O frio da noite leva-me a divagar num sopro de vida que me resta, o meu corpo foi esmagado por tua noticia, num pesado medo destrutivo que me consome, me dói, me inferniza, me destrói.
PRECISO de ti meu sonho de volta, como um eterno vagabundo no mundo da ilusão. Mas quem sou eu, sem meus sonhos de menino?
É na tortura das ondas sonolentas que viverei uma vida à soleira da solidão. Contigo ao meu lado não serei poeta, Já mais sonharei belos sonhos de poeta incrédulo ao luar, nem tocarei o sol com as minhas mãos de poeta, já mais irei voar nas nuvens dos sonhos na busca da felicidade prometida. O medo e o desespero são a encruzilhada da minha solidão, ao ver imagens no negrume do espelho da minha alma sentindo a ilusão me sufocando, afogando-me no vazio de dizeres que era irreal. hoje estou a sentir o desalento e o desânimo do vazio da madrugada, sinto a ausência dos meus sonhos me matando em cada segredo longínquo da minha saudade, ninguém consegue pronunciar estas sílabas fragmentadas, estas ondas melancólicas que se despedaçaram entre as rochas das minhas súplicas, continuo sentindo o silêncio da noite caminhando e me perdendo a cada segundo. Sei que estou enlouquecendo entre sombras e fatalidades, continuo morrendo nesta página vazia onde nunca me irei encontrar, não tenho mais forças, sinto que o ultimo sopro de vida que me restava esvaziou-se, estou morto nesta euforia sem destino. Serei dominado por está ilusão indigna? Será este o meu futuro? Neste espaço mágico da melodia dos meus acordes harmoniosos, que arquitectara um futuro promissor em todas as travessias imaginárias onde irei caminhar, no desespero destas luzes de cidade perdida, apenas eu, sobre uma linha mágica das minhas mãos de poeta numa arte de silencio.
Em mim que espreita a sensação da morte, embebedo-me nesta tempestade do embalar das asas dos pássaros defuntos. Os meus sonhos são sonhos de poeta, são sonhos de amor, sonhos de paixão e loucuras, são sonhos que me consomem, que me alimentam. Rebusco as raízes da pureza do meu sorriso amargo, meus dias se tornaram num cruzeiro de tristezas e de angústias torpes, deixo no horizonte deste poema, toda a fraqueza deste vencido , exteriorizo nestas minhas mãos de poeta o negrume da vida e a claridade do desespero. Ouço os meus medos cantando nos ardores das minhas lágrimas, sinto como é difícil caminhar nesta penosa estrada.

Vivi muito perto dos pequenos e dos miseráveis.


Não levanto mais a mão contra eles, na vida chega um momento e penso que ele é fatal ao qual não é possível escapar, em que tudo é posto em causa. E essa dúvida cresce à minha volta nasce dela, a solidão. Podemos já nomear a palavra, creio que há muita gente que não poderia suportar o que aqui digo, que fugiria. Talvez seja por essa razão que nem todos, os homens são escritores sim. Essa é a diferença, essa é a verdade, a dúvida é escrever. E com o escritor todo o mundo escreve, creio também que sem esta dúvida somos privados do gesto em direcção à escrita, nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música, e jogar ténis, mas escrever, não. Nunca. Vejo-te aguilhoada pelas moscas venenosas. Fujo da vingança invisível, pois são inumeráveis, esses pequenos, esses miseráveis e já se viram altivos edifícios reduzidos a escombros pela acção das gotas da chuva e das ervas daninhas.
Irei tirar férias com meus amigos, meus irmãos, encontrarei essas máximas concisas essenciais, uma vez que encontradas dissolverão o tédio e logo me hão-de restituir curado de irritações ao ambiente a que regresso. 

Vida é selva, e tenho mistérios meus pra contar. Será que os direi com facilidade?


Na asa que ninguém percebeu, no voo que ninguém pensou. No encontro que ninguém previu, o céu se apequenou. Uma liberdade nasceu, o olhar petrificou, as asas foram reveladas, perante aquilo que sei, nunca revelado, no coração do poeta? Viver feliz, eternamente com o coração inocente e os olhos de uma criança, esses que enxergam a amizade pura, conheço da lágrima o gosto de mar, salgado, que sulca a face por não te derramar meu prazer, do meu gesto em poesia dormindo indefeso e despertando, cúmplice.ao meu lado. Gosto de acreditar que nas minhas mãos doces e cúmplices a poesia vive. Amar-te simplesmente com alegria, e cumplicidade de uma irmã, transposto pela velha pena.
Pois Dra. roubaram minha inocência, e não souberam o que fazer com ela, violaram minha esperança, tentando frustrar meu depois. Hoje, enfiados em seus pijamas estrelados, todos esses, sem céus sobre a cabeça! Fui lugar vazio na mesa das Mães de Maio, à velha pena e vocês refizeram meus amanhas, tentando abstrair-me, hoje durmo nu, livre. Mas não diga nada que me viu chorar, é prós “da pesada” diga que vou levando. Faço amor com as cicatrizes e poesia com as estrelas.
Quando precisei de um depois, um norte, um cais, foi por seus sentimentos de esperança que fui conduzido.

Pela eternidade.

04/06/2010

Hoje não preciso da ajuda dela, faleceu por sua conta

Desculpa não te disse os meus defeitos. 
Solidão é muito mais do que isto, mais que tudo.

Solidão não é a falta de pessoas para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência! Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância, na qual estalava os dedos ao ritmo de uma música secreta, a única coisa que se ouvia era o som de meus pensamentos.
 Raspo uma nódoa da manga com a unha sem que a nódoa saísse interessei-me pela nódoa, desinteresse da nódoa que dava ideia de seguir ao acaso, na direcção de nada. A segurar a opinião com os lábios, não negando que apeteceu-me dar uma trincadela no vértice de uma cenoura, pois trago como lembrete, Micael olha os olhos na impressão que se morderem nos matam, permite-me interpretações contraditórias.
 Fazes ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apagas o pequeno, inflamas o grande, AMIGA por seres esse ser grande significa seres incompreendida, se uns apontam tua LOUCURA eu afirmo correndo o risco de parecer piegas, nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura, por vezes a infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos, não vou chorar como um homem branco de lenço mas enfim, as coisas são o que são, quem nunca falhou uma lágrima levante o dedo? 
Isso do amor tem que se lhe diga, acho eu, há-de haver gente que sabe, não afirmo que sim, não afirmo que não, talvez, pode ser, não juro, não entremos por aí, há sempre detalhes que magoam, nunca saio intacto da lembrança, estalei os dedos com muita força, por caminhos onde nunca tinha estado antes, na direcção de nada. 
Uma escuridão imensa lá fora tornar o amo-te mais nítido, afigurou-se-me que alguém me cochichava na orelha, murmúrios a teu respeito, que se um dia caíres, mesmo depois da queda, continuas grande mas engano meu, não cochichavam, eram meus sentimento que o gritavam!
 Hoje não preciso da ajuda dela, faleceu por sua conta, mas há sempre detalhes que magoam, nunca saio intacto da lembrança da Nina, as coisas são o que são e acabou-se.
 Nina diminutiva de blancrina, os meus vazios constantes no reflexo do vidro mas não me preocupou: desde que a Nina se foi embora fiquei assim, não é 'isolamento'. 
Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. 
A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.

18/05/2010

O REFUGIO onde dorme o descanso e habita um lugar magico, onde vagueiam solitarios momentos em que o prazer preenche todos os 5 sentidos! Num silencio dos inocentes



Gosto de chegar a casa e descalçar os sapatos e tirar a roupa, ligar a aparelhagem ou a televisão num qualquer canal de música clássica. Depois aterro o corpo no meu espaço que é talhado de mim para mim, saboreando cada rasgo de luz que ainda entra pelas janelas, cada som que vem das paredes, do tecto ou do chão, cheiro o resto das manhãs que ficaram ali abandonados.
É o meu espaço, onde me sinto capaz de voar sem de lá sair. O vazio da calma e da tranquilidade a sensação de um refúgio que se quer secreto, num silêncio dos inocentes. É onde me sinto capaz de ficar dias sem espreitar a vila, é aquele canto onde me lembro do colo e onde revivo em cada minuto de tudo o que há de bom para deixar, por isso chamo a esse espaço de meu, mesmo que seja um infinito qualquer sem morada ou coordenadas GPS. Esse lugar mora em mim e arrasta-se comigo em cada gesto do que não faço, fronteira do tudo e do nada, em que nos questionamos, qual a nuvem que queremos, brincando com os pormenores como um jogo de adivinhas. Um espaço reestruturado a medida do prazer, genuíno, singular e cativante, onde se sente o toque de uma simplicidade que conquista o degustar, enquanto se procura a linha de um horizonte infinito. O que faz um oásis ser o que é? A imensidão de um chão e de um céu?
 Um fragmento que se quer único, perfeito, esse lugar existe e é o meu espaço, o meu quarto, é o meu mundo. Feito de conforto e magia onde podemos desaguar tudo o quanto nos atormenta, com momentos de pausa que acolhem os desejos mais escondidos, aqueles que são só nossos, a janela aberta ao infinito é a lufada de sol que gostamos de desafiar. Fica lá no fim de quase tudo, cheio de quase nada do que possa desviar o sopro da perfeição, e é assim o meu espaço perdido no tempo. Dobra-se e redobra-se, corta-se e recorta-se, assim é a brincadeira entre a terra e o céu, lembra esquecido daquele que apenas as imagens satélite nos podem revelar, numa viagem ao nosso interior onde cada canto faz parte desse circuito que é a imensidão dos nossos sonhos. Diluem-se as noites em mistério, as estrelas estão lá para nos avisar que o caminho é o que quisermos que seja, onde traçamos trilhos do desconhecido a bordo de uma canoa que paira num mar de incertezas. Descobrimos a grandeza da pequenez do que somos, e, depois vem a vontade de espreguiçar sentimentos perdidos neste espaço com atmosfera étnica, é uma verdadeira pista de aterragem ao prazer. Espaço protegido com uma espécie de véu daqueles que tapam e mostram, desnuda o que apenas o imaginário vê quando os olhos fecham, num convite à janela do infinito numa cesta cheia de sabores. «Sentir tudo de todas as maneiras. Viver tudo de todos os lados. Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo. Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos. Num só momento difuso, profuso, complexo e longínquo.» a poesia é de Pessoa mas traduz o meu espaço, como alma de viajante num espírito de contador de histórias de monstros e ratinhos do musgo, num recordar de passagens por outras vidas, a memoria de ter sido Profeta, herói, guerreiro, ou monge um tudo que se sente em momentos, um nada que se descobre, inexplicavelmente em encontros a dois e a sós na cor de uma magia! Ligado a feitiçaria e à poderes mágicos, de onde se observa imóvel o que acontece em todas as direcções, disfarçando-se no meio em que o envolve, porque tudo a sua volta se pinta de cor e tem forma de fantasia num momento único, gravado na essência e na memória desta vida como um salto para o infinito que nos inspira a calma. Inquieta o vazio sempre cheio de nada como uma pincelada num quadro sem limites para sonhar, onde apetece saltar sem sair do lugar, para aterrar em lugar nenhum permanecendo à espera de um sopro qualquer que nos faça levitar, tal qual o olhar de Mona lisa de qualquer lado observada ela olha para nós. Numa inexistência do certo, o fascínio de poder fazer do tempo o que nos apetecer, em doses de cinco sentidos. Quem nunca se imaginou num retiro de tempo? A clausura de nós mesmos num casulo feito de tudo e de nada, com um caminho de perfume! São o convite para o ócio, daquele ócio que nos leva sempre para mais longe e o que nos faz ver o que até ai não vimos numa fotografia que a alma tira, num mergulho de um oceano de perfeição.

03/05/2010

É tanta dor que até a luz se apagou! Agora me permite morrer nas tuas mentiras...É o ponto final depois da lágrima.

11:38 horas
Então é o fim? Ficamos lado a lado, em lados opostos, rostos virados! Meu mergulho ao esquecimento, penso no último momento como eu queria ser mais forte. Segundos a teu lado, valeu e valerá para uma vida inteira! E  hoje eu já não sei como é estar sem a primordial e derradeira presença que me faz continuar sem nunca desistir, somente lutar. Pela pessoa tão-só verdadeira que faz tudo ao redor ter mais encanto, e quem eu amo tanto, tanto, tanto que entreguei a vida a essa menina. Amiga, irmã, confidente, tudo. Então eu digo neste instante mudo. O clemens, pia, dulciso! Já me trancaste a tua porta, não me feches a tua janela! Não há mais coração em meu peito porque nele está o espaço para te aninhar em meu colo. Só que meu céu está no chão, meus pés estão sem chão. É isso! E meu coração, na tua mão. Caiu? Partiu-se?  Sim na escadaria que subi de joelhos, em penitência, na busca da redenção do teu abraço. Tu és o meu norte, minha sorte, me fizeste perder o medo da morte. És meu jardim, meu oceano sem fim, meu céu estrelado espelhado nos olhos e no sorriso. Tudo de que preciso. És o meu lugar, é onde quero estar.
 O livro se fecha, flores murchas, olhos vazios, coração frio, silêncio de não me conseguir ouvir. 
Queria escrever algo que estivesse à altura ou à baixeza dos acontecimentos, mas foi-se o tempo em que eu ia até as extremidades: hoje me equilibro, a contragosto, na linha que divide o sim e o não.
Sofrer em praça pública nunca foi do meu feitio. Mas acontece, em ruas mal iluminadas, no corpo barbaramente retalhado, em exageros, desterros, desesperos. De noites que não se encerram, de afetos cristalizados sem desesperos, idéias sensatas até. De náuseas, agressões, escuridão, e mentira, tão-somente mentiras. Da insistência, da desistência, de uma coisa nem outra, ou tudo junto, não faz diferença. Mas o ódio persiste. O sol é frio, o suor é frio, o olhar é frio. O estômago infectado revira cheio de vermes, a fúria mais antiga escapa feito lágrima ácida dos olhos infernais de tanta mágoa. Que o céu desabe, que o chão se abra. 
As árvores já morreram, a cidade é só ruína de corações de pedra e poeira, acordo de madrugada, ainda nem eram quatro horas, perdi a memória das cores,  perdida no meio do caminho da tua partida! Não adianta fechar as portas, não adianta apagar a luz. Já estou preso a ela, parece já estar dentro de mim. Sou seu eterno prisioneiro, e a angústia me consome. Tira-me todas as forças, me consome a existência. A espera é interminável, morro só de imaginar. Aqui não existe paz, aqui não existe perdão. Não há tempo para o amor, não há tempo para ninguém. Ausência de esperança, desespero, nenhum sentido ou sentimento num raio de existências perfiladas. Miríade dos olhares que acusam e recusam, mentiras e teorias, culpas e desculpas enganos ridículos e grandes perversidades. Sobretudo medo. Pesar. Já sei de tudo. Não quero conhecer mais ninguém. Já vivi muitas verdades. Agora me permite morrer nas tuas mentiras.
O tempo já se extinguiu, o perdão envelheceu. Nada resta além desta chuva que cai em desespero. A todos que amei e fingi amar, peço desculpa. 
Enganei a todos por tanto tempo que até eu devo ter acreditado. É a essência da mentira, não? Acreditar na mitomania. Apaixonei-me de mentira, fiz apaixonarem-se por mim de verdade. Enganei pessoas escrevendo, trabalhando, vivendo como filho, irmão, namorado, amigo. Fui uma farsa constante.
 Um embuste elevado a estado de arte. O que eu deveria fazer? Quem eu deveria ser? Limpo o suor nas vestes e espero o veredito que já sei qual é: culpado! Mereço. Só me resta a morte. A todos que enganei, peguem as pedras e me dilapidem, por favor!  Só não à nenhum Messias, para me salva nem haverá pois partis-te faz tempo, houve em tempos.
 Que venham as rochas que serão meu merecido túmulo sem piedade ou redenção. Crucificar. Sem túmulo vazio. Quem viver sangrará. O resto, que reste, que não preste. Não quero mais saber de tuas culpas e desculpas, infantilidades tão adultas que me deixam a ver navios que jamais saíram do cais arruinado, que jazem no fundo dos rios de água salgada que verte dos meus olhares. 




Quis dividir,
Mas não soube dosar
Peso demais
Pra um só carregar
Faça o que quer
Depois saiba lidar
Isso é crescer
São contas a pagar

( música PRA ONDE IR da Pitty)



......................escrevendo no papel de idiota no qual foi limpo o sangue sujo........................
03.00 horas final

08/04/2010

ODEIO-TE. Talvez eu passe todo o resto da minha vida te odiando kika.

Eu odeio-te. Odiei ontem,  odeio hoje e vou te odiar amanhã. Talvez eu passe o resto da minha vida odiando-te kika. Provavelmente já não te lembras mais da minha existência, mas mesmo assim eu não te esqueço e é por isso que te odeio tanto! Feridas marcadas como espadas ou como facas a cortar carne, assim ficou o meu corpo a tais tentativas bárbaras feitas por ti não és digna de estar neste meu mundo.
Este ódio faz de ti a lua que desejo matar, mas matar lentamente, fazer-te sofrer, de forma calma e pacífica. Teu fantasma perdura no meu coração, é tudo o que te quero dizer hoje , e agora. Morre , morre em mim! Odeio admitir que me esqueces-te.

´´Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade, pois a  felicidade de um amigo enriquece-nos. Não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque nunca existiu.´´
Já há muito tempo que não digo nada, mas é mesmo porque o meu computador decidiu entrar em guerra aberta comigo.
 Prendes-me com correntes de aço que gritam o teu nome. Odeio-te pela facilidade que conseguiste esquecer a nossa amizade, odeio-te por causa do teu sorriso, odeio-te por saberes que eu penso em ti, odeio-te por acreditar nas tuas palavras. Sim odeio-te!
Vagueando nos meus gritos e sepulturas que cavo na mente, mas da forma mais pura e sublime que alguma vez conheci. Odeio-te, para lá de todo o entendimento humano, sinto a tua respiração por entre a memória fresca e as lágrimas secas. Odeio-te porque eras a minha mulher misteriosa. Odeio-te porque és linda. Odeio-te porque vejo o amor que tens pela vida e não acreditas que podes ser feliz. Odeio-te porque não consigo arranjar mais pontos para odiar-te. Odeio-te porque me fazes transportar para o papel tudo o que me vai na alma.  Odeio-te por aquilo que és e por aquilo que sempre foste. Odeio cada gesto, cada palavra e cada expressão. Morre , morre em mim. Mesmo ausente, sinto a tua presença, ouço a tua voz. Cada vez mais perfeito. És tudo e nada, és alma danada largada ao vento, que por mais que se ausente terei sempre presente.
Amei-te mais do que a minha própria vida, não aceitaste as minhas súplicas, as minhas ânsias, as minhas lágrimas, fechaste os olhos do teu coração e partiste sem pensar duas vezes, deixando apenas as saudades de um ser que amei de corpo e alma. Hoje peço-te que aceites o que te digo e que acredites nas minhas palavras jogadas nesta página escura, escritas com tinta de ódio, carregadas de ansiedades. Confesso, Odeio-te! Odeio-te porque partiste e levaste o que eu mais queria ter ao meu lado, odeio-te porque me fazes chorar de saudades desse olhar que penetrava na minha alma, odeio-te porque ainda hoje me fazes amar-te e não te consigo alcançar. Odeio-te porque me iluminas-te, porque acendeste em mim os sentimentos mais fortes que existem, porque um dia viveste em mim e logo partiste! Odeio-te por me teres batido a porta do teu coração na cara, odeio-te por não teres falado comigo, odeio-te por me teres deixado a olhar pela janela em busca de ti, odeio-te por me teres feito esperar que voltasses. Nos extremos dos meus dedos morres-me todos os dias. E é este ódio que me faz dizer todas estas mentiras sobre ti, e sobre o que por ti sinto.

Mas sim! Odeio-te.
Se os meus olhos mostrassem minha alma, ao me verem sorrir chorariam comigo!

Acerca de mim

Tenho 21 anos......mas sei que por vezes ainda sou uma criança...não sou criança em tamanho...não sou criança fisicamente...mas por vezes sei que sou criança...nas discussões imaturas...nos pensamentos imaturos...!Quem não é criança?Todos...novos, velhos...têm uma criança dentro de si...... quando faço birras...é a criançinha em que me torno que o faz!Quando alguém me prega uma partida...é a ingenuidade e a inocência que existe dentro de mim...Sei que dentro de mim...existe o lado bom...simbolizado pela criança...e o lado menos bom...que sou eu mesmo em fase adulta...!O ciúme por ex. se não há motivos...por que é que o cérebro teima em brincar com o coração?A falta de sensibilidade em certas ocasiões...a falta de paciência...a arrogãncia...nada disto existe numa criança...apenas quando atinge a fase adulta... Falar sobre nós mesmo é sempre difícil...sou uma pessoa com qualidades e defeitos como qualquer outro(quem me conhece pode falar melhor)... Bem, mas fazendo um exercício especulativo, diria que o Micael é basicamente um homem de forte carácter, de princípios e valores bem definidos, um homem de fé, altruísta, amigo do seu amigo que alguns dizem ser o melhor amigo que alguém pode desejar ter! Com uma personalidade forte, determinado a conseguir sempre o que quer, mesmo que ninguém acredite nele quando o Mundo parece estar ao contrário ... é capaz de conseguir o que os outros consideram ser o "impossível", se achar que é esse o caminho que deve seguir... Honesto, corajoso, íntegro, intenso, magnético, profundo, perspicaz e intuitivo, enigmático, fiel até que a morte os separe, persistente, metódico e pragmático, mas capaz de provocar um certo mistério a seu respeito... É indiscutívelmente um sonhador e romântico incurável... bem disposto, divertido , e que "arranja" tempo para tudo o que gosta! :)

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